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Atleta com pernas amputadas ganha ouro com equipe de handebol em MG


Hiago Silva Pereira tem 12 anos e começou a jogar na equipe de Campo do Meio (MG) há dois meses.


Foto: Reprodução/Internet - EPTV







Fonte: G1 Sul de Minas (Globo Esporte)



“Sofri um tanto de bullying já, mas superei. Chamavam eu de ‘sem perna’, essas coisas aí. ficava triste, chorava”. O relato é de um jogador de 12 anos, com as pernas amputadas, que faz parte da equipe de handebol de Campo do Meio (MG). Na disputa da final microrregional dos Jogos Escolares de Minas Gerais (Jemg), em Varginha (MG), nesta quinta-feira (24), a equipe levou medalha de ouro.

Hiago Silva Pereira precisou amputar as pernas aos 4 anos, por causa de uma deficiência. Ele corria o risco de ficar sem andar. Com uma história de superação e muito treino, entrou para a equipe de handebol de Campo do Meio há dois meses.

Na primeira disputa de final, após quatro jogos, conseguir trazer o ouro com a equipe. O resultado foi 14 a 3. “Eu apavorei um pouquinho, mas depois eu consegui. Eu gostei muito, agora quero o regional. Vou treinar bastante, o que puder, pra eu poder ganhar esses jogos”.

O técnico da equipe de Campo do Meio, Cláudio Alves Ribeiro Junior, acredita que a conquista seja muito maior do que o primeiro lugar.

“Independente do resultado, se é prata, se é ouro, o nosso troféu é ele. Ele que serve de inspiração pra todos nós, ele que nos levanta e nos motiva a trabalhar melhor, a correr atrás das coisas”.

E o Hiago joga forte na função de armador central. Não só joga, como virou o destaque da equipe. “Ele é muito rápido, ele tem muita inteligência. Ele tem uma boa movimentação em quadra, um bom jogo”, explicou o responsável pela time, Luiz Eduardo Rocha Neves.

A inspiração é compartilhada pelos colegas, que acompanham a rotina intensa de treinos e jogam de igual para igual com Hiago. “Eu aprendi muita coisa com ele. Quantas pessoas se esforçam pra praticar algum esporte e tem aquele medo de não conseguir. Mas ele mostra que está superando esse medo. Ele tem essa deficiência e está aí firme e forte jogando”, contou um dos colegas.

A conquista do ouro em Varginha (MG) foi acompanhada de perto pela mãe, Gislaine, que viajou 100 quilômetros de Campo do Meio para ver o jogo do filho. “É emocionante porque ele foge das expectativas de uma pessoa normal. Porque, às vezes, uma pessoa normal não consegue fazer o que ele está fazendo. Isso prova que com dedicação, muito esforço, a gente consegue tudo”.




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