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Em Minas Gerais, mercado da saudade é oportunidade para empresários apostarem no exterior


Os Estados Unidos é o principal destino de exportação do café brasileiro, recebendo 6,2 milhões de sacas (17,6% das exportações totais em 2018). O estado de MG figura como o maior exportador de café do Brasil










Fonte: One Vox Solutions



Você sabe o que é "mercado da saudade"? Este nicho de mercado surgiu para suprir a falta que alguns produtos e serviços nacionais fazem para quem vai morar noutro país. E público não falta. Em 2016, por exemplo, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) estimava mais de 3 milhões de brasileiros vivendo fora do Brasil. A área movimentou no Brasil pelo menos U$ 30 milhões em 2017 e é observado por empresários interessados no comércio externo, de acordo com Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

Café, feijão, pão de queijo e doce de leite são alguns produtos dos quais muitos brasileiros sentem falta quando se mudam para outro país. Para empreendedores, o insight é enxergar oportunidade no saudosismo e investir no que desperte memória afetiva e atenda a saudade dos conterrâneos.

Como principal exportador de café do Brasil, no mercado da saudade os mineiros empreendedores podem encontrar uma chance de expandir seus negócios para o exterior.

Mundo a fora já são mais de 20 mil micros e pequenos empreendedores brasileiros formais, de acordo com levantamento mais recente do MRE. A maior parte deles, 9 mil, se concentra nos Estados Unidos. O país norte americano é seguido de Japão, com 1,5 mil, e a França, com 1.320.

O levantamento do Itamaraty contabilizou os micro e pequenos empreendedores formais, mas há muitos outros que não entraram na estatística. Apenas nos Estados Unidos, a estimativa é que 48,3 mil brasileiros desenvolvam atividades autônomas informais. Mais brasileiros empreendedores, mais produtos brasileiros no conhecido 'mercado da saudade' – que movimentou US$ 50 milhões de dólares em 2017 e aumentou a exportação direta do Brasil aos EUA de produtos como pão de queijo, açaí ou cachaça em 77% em 2016, segundo a Apex. Estados Unidos e Canadá são os principais destinos de produtos brasileiros no mundo.

MERCADO

Para atender a esta demanda de novos empreendedores globais, um grupo de brasileiros fundou em Miami, Flórida, um instituto de negócios, o Global Business Institute (GBI), focado em auxiliar em todas as etapas quem vai empreender internacionalmente. Em tempos de tendência da internacionalização de produtos nativos como açaí e tapioca, por exemplo, os especialistas alertam para a importância do investimento assertivo na hora de apostar no nicho "da saudade" no mercado exterior.

"Quando um brasileiro vai para outro país, querer transformar a saudade da terra natal em negócio não significa garantia de sucesso. Mas, sem dúvida, pode ser muito mais assertivo se o empreendedor se apegar à alguns passos fundamentais orientados por profissionais globais que lidam com este mercado. Tem que haver um planejamento para cada tipo de iniciativa", afirma Manoel Suhet, CEO do GBI.

Entre as ponderações do time de especialistas que compõe o hub de negócios está a necessidade de se adaptar à legislação local de onde o empresário pretende investir. "Cada país tem sua especificidade. Principalmente no setor alimentício – que é um dos mais promissores no mercado da saudade –, nos EUA, por exemplo, as regras são muito específicas e devem ser respeitadas para que o empreendimento tenha todas as licenças necessárias para estar em pleno funcionamento. Ter uma consultoria para avaliar todos esses pontos é fundamental", acrescenta Suhet.

Minas Gerais tem uma gastronomia ímpar, capaz de deixar muita saudade em quem vai morar lá fora. Os Estados Unidos é o principal destino de exportação do café brasileiro, recebendo 6,2 milhões de sacas (17,6% das exportações totais em 2018).

"Existem diversos produtos que podem trafegar nos EUA, impulsionados pelo mercado da saudade. É comum que os brasileiros sigam apegados a produtos que consumiam no Brasil, antes da entrada nos Estados Unidos", afirma Antonio Miranda, Diretor de marketing do Global Business Institute.

Para o especialista, quem deseja lucrar com o posicionamento de produtos e serviços neste mercado, precisa de orientação qualificada pois existem inúmeros fatores a serem considerados para levar ao sucesso. "Não é porque seu produto fez sucesso no Brasil, que ele será imbatível nos EUA. São cenários diferentes e mercados diferentes também. Um bom estudo poderá garantir a longevidade e a venda do produto brasileiro em território americano", pondera Antonio Miranda.

De acordo com o Instituto, entre os serviços de consultoria mais procurados por quem vai abrir empresa no exterior estão: pesquisa de mercado, plano de negócios, estratégia de marca e produto e implementação profissional.






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