EDITORIA: CIDADES


Atualizado em 2017-06-02 15:10:05

“Temos que unir para que Virgínia cresça de uma forma certa, séria, honesta”

O prefeito de Virgínia Kadu do João Bosco revela ao Jornal Panorama as ações do governo municipal



Virgínia segue em novo ritmo. Através da atual administração municipal, o município tem caminhado com objetivos de elevar, ainda mais, Virgínia a novas conquistas. Apesar da crise política e econômica em que o país vive, o prefeito Carlos Eduardo Costa Negreiros, o Kadu do João Bosco, vem atuando junto a sua equipe pelo desenvolvimento do município.

Sua experiência política já vem de família, filho do saudoso prefeito João Bosco, Kadu já esteve no Poder Legislativo de Virgínia e hoje está à frente do Executivo Municipal. “Além da experiência de quatro anos na legislatura, sempre procurei espelhar em meu pai, em todos os atos da vida dele, principalmente pela honestidade, sinceridade, franqueza, pela seriedade que ele conduzia a coisa pública”, falou, emocionado. 

Os atos de seu pai marcam a vida desse político que, assim como ele, visa o bem-estar de todos, principalmente dos menos favorecidos. “Tenho procurado espelhar nele, sempre procurando visar o bem comum, principalmente dos mais carentes. O legado que ele nos deixou é olhar sempre para os mais pobres”. Fato que o fez relembrar de um momento com seu pai; “Inclusive, tem uma passagem de quando ele começou a calçar a avenida de entrada da cidade, ele calçava a avenida e as ruas onde moravam as pessoas carentes. Um dia o questionei ‘por que o senhor não calça a avenida inteira e depois faz as outras ruas?’ E ele me respondeu, ‘não sei quanto tempo serei prefeito, rua de rico todo mundo calça, rua de pobre ninguém lembra’. Ele queria ser lembrado como prefeito dos pobres e o objetivo nosso é esse. Graças a Deus ele deixou seu nome e queremos continuar o seu legado”, revela.

Sobre os primeiros meses à frente da prefeitura municipal, Kadu informa que não foram fáceis. “Pegamos uma prefeitura com uma demanda muito grande na questão da frota dos veículos, todos sucateados, as máquinas não funcionavam, praticamente só tínhamos uma máquina para operar em todo o município. Só um caminhão funcionando e os carros da saúde praticamente todos quebrados. Os computadores da prefeitura também não funcionavam e os que funcionavam não tinham nada gravado dentro deles, todos apagados”, informou. 

Sobre a transição de governo, o atual prefeito informou que não foi como deveria. “Nós tivemos uma transição em que não recebi as informações que deveria ter recebido”, disse. Com isso, foram realizando ações e buscaram sanar as dificuldades emergenciais. “Procuramos ir corrigindo primeiro pela saúde, pois a saúde não para. Avaliamos os carros e fizemos os reparos necessários. Devagar fomos consertando os carros, mas ainda tem alguns que não estão funcionando. Começamos uma reforma no prédio da prefeitura, que precisava de reparos. Demos prioridade para o setor da educação, que começou em fevereiro, e a partir do momento que começou a rodar o transporte escolar caímos em um problema porque não tínhamos a certidão negativa do INSS, e estávamos impedidos de realizar convênios com o governo federal e estadual pela falta desse documento. Entramos com uma liminar e conseguimos uma certidão positiva com efeito de negativa e agora estamos tentando regularizar essa situação, dessa dívida que a prefeitura tem com o INSS, oriunda da gestão passada”, relembra o prefeito.
Com as primeiras ações previamente solucionadas, vieram outras demandas que necessitavam de mais atenção do governo municipal. Denúncias foram realizadas e fizeram com que a administração tomasse ações imediatas, um dos casos foi quanto ao aterro sanitário. “Tivemos problemas com denúncias e com o lixão, pois não tinha máquina para poder dar suporte no local. Já peguei o local todo deteriorado e já conseguimos colocá-lo em condições de parecer um aterro sanitário, mais ou menos controlado”, revelou o prefeito.

A situação da ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) e o sistema de distribuição de água foram lembrados pelo administrador municipal. “Encontramos a cidade com problemas no Sistema de Tratamento de Esgoto, que não terminou a construção e não conseguimos colocá-lo para funcionar. Temos uma demanda muito grande na questão da água, que com a construção da Estação de Tratamento de Esgoto danificou muito o acesso da água para a população”, revela. 

Outro ponto observado pela administração municipal é quanto à conservação das estradas rurais. “Procuramos dar uma atenção especial nas estradas que é o acesso de muitos virginenses, principalmente da população residente nos bairros da zona rural. Já arrumamos uns 120 quilômetros de estrada de terra”, observou.

“Educação e saúde são as nossas prioridades e temos investido o que podemos”, salienta o prefeito, que entre as primeiras ações de seu governo elevou os repasses para a APAE e o Hospital de Virgínia. “Aumentamos o repasse para o hospital e para a APAE, onde a prefeitura repassava em torno de R$1.600,00 e agora repassamos quase R$12.000,00 e para o hospital repassamos em torno de R$50.000,00”, informa. 

Os objetivos da administração municipal estão em um único sentido: de proporcionar a Virgínia conquistas que a transforme a cada dia. Para o prefeito Carlos Eduardo Costa Negreiros, o objetivo principal da administração é com a área da saúde. “Cada vez investir mais na prevenção à saúde, com campanhas, com contratação de médicos, de enfermeiros, melhorias nas condições da população no acesso a água, pois água é saúde”, destaca. 

Com tantos objetivos, a administração conta com o apoio de todos. A parceria com a Câmara Municipal é essencial para que projetos sejam aprovados e destinem ao município benefícios importantes. 

“Pedimos a união de todos; a política ficou lá atrás, a campanha política acabou, e nós todos, inclusive a Câmara Municipal, temos que unir para que Virgínia cresça de uma forma certa, séria, honesta, que a cidade progrida e que consigamos fazer uma cidade melhor para todos. Por isso, precisamos desta união do Legislativo e o Executivo para que a coisa mude, queremos essa união para o bem de Virgínia”. 

O prefeito ainda desabafou que tem tido muito problemas com aprovação de projetos na Câmara Municipal. “Todos os projetos que vão, voltam, não são aprovados”, informou. Kadu exemplificou que para o projeto do repasse para a Apae e do Hospital serem aprovados levou tempo. “O repasse da Apae e do Hospital deram trabalho para poder ser aprovado. E só foi aprovado pela pressão popular”, relembrou. O prefeito ainda cita que os vereadores solicitam uma demanda muito grande de documentação, a qual já foi dada a devida publicidade e que muitas das vezes demandam pesquisas para serem encontradas, por se tratar de documentos da gestão passada.

A preocupação da atual administração é quanto à transparência de suas ações. Diante isso, estão implantando o Portal da Transparência, que não existia e que vem para melhorar ainda mais a administração municipal. Outra medida necessária é a implantação da nota fiscal eletrônica, que é obrigatório desde 2013 e que ainda não tinha sido efetivada. “Vamos, na medida do possível, dando transparência de todos os atos”.

Uma das metas da administração municipal é a construção de casas populares, na qual o prefeito Kadu do João Bosco está empenhado e indo atrás deste benefício. A conclusão de algumas obras que ficaram da gestão anterior, como a do prédio do CRAS e alguns calçamentos, também são metas a serem concluídas pela administração. Investimentos no esporte como forma de tirar os jovens da rua e das drogas também estão no projeto do governo municipal que busca também, continuamente, a conservação das estradas.

“Sempre nessa prioridade, que é o atendimento a população carente na área da assistência social, saúde, educação e estradas vicinais. Já temos alguns convênios celebrados com o governo estadual e federal com a conquista de máquinas, calçamentos, apesar da dificuldade que o país anda atravessando da questão política e financeira”, completa o prefeito. 

Segundo o prefeito Carlos Eduardo, “a dificuldade financeira da prefeitura é muito grande pela queda da arrecadação; temos o índice de folha muito alto, não posso contratar”. Nesse parâmetro, o prefeito informou sobre o concurso público e salientou que o concurso ocorrido no ano passado foi realizado no período eleitoral, e que a gestão anterior não pediu autorização do Tribunal de Contas para realizar o concurso. “Através da assessoria jurídica, suspendemos o concurso e pedi orientação para o Tribunal de Contas sobre a legalidade ou não do concurso. Se o concurso for legal, nós chamaremos todos que passaram, dentro da necessidade e da disponibilidade financeira do Município, daremos posse e ficarão em estado probatório por três anos, e se for ilegal, nós cancelaremos o concurso e faremos um novo”, revelou. “Essa foi uma demanda muito grande que temos sofrido muita cobrança, inclusive da Câmara Municipal, mas que temos procurado fazer tudo dentro da lei e das normas”, completa o prefeito. 

Ao fim, o prefeito Carlos Eduardo deixa uma mensagem a todos. “Que apesar de todas as dificuldades que temos passado e atravessado, dificuldades de adequação da prefeitura, de colocar a máquina para rodar e que é um período de transição que não tivemos como deveria, o empenho de toda a equipe, apesar das falhas existentes, está sendo muito grande. Devagar estamos colocando a casa em ordem. Vai demorar, pois existe uma crise financeira e política no país que todos conhecem, mas com muita seriedade, com muito pé no chão, procurando sempre investir nas áreas certas, iremos chegar no nosso objetivo de ter uma Virgínia melhor para todos, sempre voltada para o bem da população, principalmente dos mais carentes!”, conclui o prefeito. 



Fonte: Jornal Panorama

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