EDITORIA: MINAS GERAIS


Atualizado em 2017-06-01 09:41:10

Polícia Civil e IMA realizam operação contra abate e venda de carne clandestina em MG

Meia tonelada de carne sem comprovação de origem foi apreendida em Ubá. Dono de matadouro não foi localizado.



Quatro pessoas foram presas e meia tonelada de carne clandestina e 40 animais foram apreendidos em Ubá nesta quarta-feira (31). Este foi o balanço do primeiro dia da operação de fiscalização da Polícia Civil e do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) para coibir o abate e a venda de carne clandestina na zona da mata mineira, que terá sequência nesta quinta-feira (1º). Um dono de matadouro está foragido.

"Em tese, caracteriza crime contra as relações de consumo apenável com prisão de dois a cinco anos e o responsável vai ser indiciado ao fim do procedimento administrativo", disse o delegado da Polícia Civil, Gabriel Hillen.

Em um matadouro, a polícia encontrou carne de boi armazenada em uma câmara fria improvisada. Também foram encontrados objetos que indicam o local onde o abate era feito. Entre eles, um machado que seria usado para matar o animal, o que é proibido. Também havia objetos cortantes, facas, amoladores e ganchos usados para pendurar a carne. Do lado de fora, havia animais vivos.

"Não havia condição de higiene nenhuma e o acondicionamento se vê pela estrutura da câmara. E como não tem registro, a gente vai inutilizar a carne considerada imprópria pra consumo e interditar o local", disse o veterinário e fiscal agropecuário do IMA, Alembert Santos.

Em outro matadouro, os fiscais encontraram carne de cavalo. No Brasil, é permitido o abate de cavalos, mas como o consumo não é tradicional na região, a polícia acredita que o produto era vendido como carne bovina. Em uma fábrica de linguiça, os funcionários não tinham nenhuma documentação para comprovar a origem da carne.

A operação foi resultado de três meses de investigação, que apontaram que outro crime pode ser responsável por abastecer estes matadouros. "Ficou claro que parte desse gado roubado ou furtado tinha como origem o abate e a comercialização clandestina da carne”, disse o delegado Regional de Ubá, Guttemberg Souza Filho.


Fonte: G1





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